7.5.14

Uma palavrinha de John Muir



#johnmuir, naturalista e escritor escocês responsável pela criação de diversos parques nacionais nos Estados Unidos e eu, no Yosemite National Park, um lugar que sempre o inspirou muito e que ele bravamente e suavemente, ajudou a proteger. Um dia ele disse algo que me tocou muito e que me inspira os passos no caminho da reconexão: "saí para uma simples caminhada para ver o pôr do sol quando me dei conta que, ao caminhar para fora, na verdade eu estava indo para dentro".

Save the planet!

6.5.14

estamos com medo de que?


Queremos um mundo melhor. Vejo cada vez mais gente envolvida e empenhada nisso. No entanto, ao mesmo tempo em que isso acontece, vejo a enorme dificuldade que é surgir um casal que esteja REALMENTE afim de seguir junto e crescer, abrir o coração pra amar e ser amado de veras. Vejo, também, muitos de nós em relacionamentos infelizes, ralando pra seguir casado, namorando, quando o coração já não está mais ali. Ei, galera do bem, qual é o nosso medo? Por que isso tem acontecido? Que contradição é essa? Isso é contradição?
Foto dos velhinhos aí pra nos inspirar. #maisamorporfavor

Save the planet!

17.4.14

A cura da jiboia



Eu caminhava pela floresta da Tijuca, em um daqueles dias onde a única coisa capaz de acalmar meu coração é mesmo o seio da Terra. E para ele eu fui. Pés no chão, caminhar lento, pensamentos, insights, lágrimas nos olhos. Chego aos pés do Jequitibá de 300 anos e faço uma oração. Deito no chão. As folhas estavam por todo o meu corpo. Na volta, cheia de paz e gratidão, paro em um pequeno riacho. Coloco a bolsa de um lado, a canga do outro e começo a me lavar. De repente, sinto a vibração do medo se aproximar de mim pelas costas. "Que estranho isso". Me viro, pego a canga e, quando faço a circunferência completa, a vejo. Jiboia, minha mestra! Uns dois metros de comprimento, imóvel, com a cabeça atenta e levantada, a dois palmos da minha bolsa. Caminho para longe e fico observando. Ela permaneceu imóvel por um tempo e depois foi embora. Parece que só veio pra me lembrar do poder da transmutação e da cura - e para fechar o meu processo. Neste dia transmutei muita coisa. Mergulhei na lição da abundância depois de enxergar os meus medos. Espiritualmente falando, foi exatamente isso o que aconteceu. Intuitivamente, ficou a lição: quando você estiver em paz em meio à natureza, se de repente sentir medo, fique atento. No meu caso com a irmã Jiboia, tenho certeza que o medo que senti não foi o meu, mas veio dela. Eu nem a tinha visto, como poderia temê-la?
Em paz, irmã. E gratidão por me ajudar a transmutar.

Save the planet!

21.9.12

O que as árvores me ensinam





Na Amazônia cresci muito profissionalmente e, literalmente no meio da floresta, conheci uma pessoa que me ensinou que seria possível voltar a subir em árvores. Depois de tantos anos da vida sem esta conexão com o Povo-em-Pé (modo com são chamadas pelos povos nativos americanos), me bateu de novo aquele gostinho bom de infância, quando a família toda subia no famoso pé de manga do sítio da querida tia Regina, na cidade Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo. 
No ano seguinte, seguindo a mesma onda intuitiva, fui parar nos Estados Unidos, desta vez para aprender inglês. Lá me deparei com aulas de tree climbing, onde escalar árvores com cadeirinha e mosquetão de um jeito que não agride a árvore é uma atividade que tem se tornado cada vez mais comum entre os americanos. Fiz o curso.
Um dia resolvi me arriscar em uma árvore um pouco mais alta do que as que eu estava acostumada a subir. Aquela redwood me chamou. Era tão alta que meus cálculos a colocavam lado a lado com um prédio de uns 20 andares. Estava na companhia do meu instrutor, que subiria junto comigo. 
Estávamos na Califórnia, dentro de uma propriedade particular. Com o consentimento do dono do terreno que abrigava aquela velha senhora, passamos a subi-la. Eu estava tão focada na técnica que me esqueci de apreciar a literal grandeza daquele momento. Sobe, sobe, vê se está tudo bem com a corda, os equipamentos, sobe mais um pouco. Estava de frente para o tronco que, enorme, ocupava toda a minha visão dianteira. 
De repente, ouço um barulho...começou fraco e foi ficando mais alto. Zuuuuuummmmmmmmmmmm....era o vento que se aproximava. De copa em copa, até chegar na redwood que me segurava. Ele chegou com tudo. Foi quando me dei conta da altura em que estava. Quando olhei para baixo e para os lados. O carro branco, reduzido a um polegar, não deixava dúvidas do quanto eu havia levado a sério aquela história de subir em uma redwood. Fiquei nervosa, "meu Deus!". Meu instrutor quis falar comigo, me acalmar. "Olha, vou prender você em mim, fica tranquila, estamos seguros", mas eu não quis ouvi-lo. Não foi dele que eu precisei naquele momento. Foi dela. "Espera um pouco", falei. Abracei o galho gigante que estava ao meu lado. Fechei os olhos. E balançamos, balançamos...
Aquele momento ficou na minha cabeça por uma semana inteira. Decidi voltar ao lugar e me dar uma segunda chance de escalá-la. Desta vez teria que subir sozinha, pois ele estaria ocupado, em outra redwood, dando aula a outra pessoa. Ok, eu subiria mesmo assim. Lembrei-me da saga de Julia Butterfly Hill, a mulher que morou por mais de 2 anos em uma sequóia para salvá-la e, imitando-a, também chamei a "minha redwood" de Luna. Minha Luna.
Olhei pra ela e disse "ok, vamos tentar de novo". 
Desta vez, subi devagar. Respirando com calma, olhando para os lados, para baixo. Passei a notar que, aos poucos, o carro branco diminuía de tamanho.Em dado momento eu lá, sozinha, sinto vontade de parar. A jornalista que vos fala ganhou daquela árvore, naquela tarde de sábado, uma das lições mais lindas que já recebeu na vida. Naquela época eu passava por uma situação complicada, onde a vida pedia de mim que eu tivesse muita fé pra seguir adiante.
Em dado momento, senti que era preciso parar e me conectar com ela em um nível mais profundo. Coloquei minhas duas mãos no tronco, encostei minha cabeça nele e em pouco tempo entrei em estado de meditação. Foi aí que recebi uma lição sobre a confiança. "Como pode às vezes você não confiar em si mesma quando, neste momento, sua vida está em suas próprias mãos? Confie em si mesma". Ela tinha total razão. Não acabou aí. "Confie no cosmos, em Deus, na energia que rege todas as coisas. Está tudo no lugar". Por fim..."confie em mim. Eu já passei por muitas tempestades...e estou aqui, em pé". Naquele momento de silêncio no qual com aquele ser tive um diálogo profundo, entendi que eu poderia fazer muito mais coisas do que imaginava...e que, para tudo o que eu quisesse fazer, contaria com o misterioso apoio daquela lembrança...

**


Um dia recebo um convite inusitado - passar um fim de semana dentro de uma ex-ecovila, futura RPPN, às margens de uma rodovia no município de Presidente Figueiredo, há poucas horas de Manaus, capital do Amazonas. Descobri naquele lugar um refúgio raro não só de espécies, sons e cheiros, mas de silêncio, daqueles que muitas vezes desejamos tanto enquanto confinados no vai-e-vem barulhento de grandes cidades. Em suma, passei a frequentar aquele lugar, uma fazenda com uma enorme área de floresta preservada. Dentro dela há uma trilha de mais ou menos 3 km. Eu já tinha feito esta trilha algumas vezes.
De novo, eu passava por um momento difícil, onde eu teria que me desapegar de uma pessoa muito querida. Senti que, naquele dia, eu teria que caminhar sozinha. Eu já conhecia o caminho. Fui.
Andar sozinha na floresta, por mais que haja uma trilha, é algo extremamente mágico e desafiador. Os povos nativos dizem que a natureza nos reconhece quando somos educados e respeitosos. Então antes de partir para qualquer caminhada, eu sempre agradeço, peço licença e proteção. 
Pois bem. Naquele fim de semana, quando estava quase chegando no igarapé, passo em frente a uma árvore muito alta - um lindo angelim. Foi como se meus pés tivessem travado no chão. Empaquei. Havia uma energia que simplesmente me impedia de continuar andando. Olhei para o lado, vi aquela árvore e entendi o chamado. Abri meus braços pra ela e disse: "ok, tô aqui, pode falar".  De olhos abertos, vi toda paisagem a minha volta se transformar em ondas de energia. Tudo ondulado, se movimentando. Daí, senti que precisava fechar os olhos e fechei. Comecei a ver árvores tombando e nascendo, tombando e nascendo...a imagem seguinte que me veio foi a da floresta vista do alto. Quando você sobrevoa a Amazônia ela parece um tapete verde gigante. Foi aí que eu ouvi: "Karina, a floresta que você vê aqui não esteve sempre assim. Para que ela possa existir continuamente, árvores têm que tombar para que outras possam nascer. Porque a transformação constante é necessária
à manutenção de toda vida. A transformação constante é necessária
à manutenção de toda vida. Aceite a transformação".
Ao sentir isso profundamente - uma verdade tão óbvia e tão importante de ser lembrada naquele exato momento - comecei a chorar, agradeci e terminei minha caminhada.
Sempre me lembro destas lições. E sinto-me grata em poder compartilhá-la com você.
A natureza fala...é só ter ouvidos para ouvir.
Feliz Dia das Árvores!

Save the planet!

3.8.12

lei da atração funciona assim:


Fui no TEDxAmazônia. Decidi fazer um TEDx em Belém. Consegui a licença. Apareceu a Débora pra ser voluntária. O TEDx deu uma bagagem boa para a Débora, que depois organizou um evento no Rio. A Débora me convidou pra fazer coach dos palestrantes deste evento. Eu disse que uma dinâmica antes das palestras poderia ser bem legal. Falei do Fabio. O Fabio indicou o Augusto. Conheci o Augusto, que me chamou para o curso de Comunicação Não Violenta. No curso conheci o Dominic. Fiquei sabendo do Gaia Education. Decidi mudar para o Rio. Aqui estou e hoje foi meu primeiro dia de Gaia  - Design para a Sustentabilidade. Tudo porque, um dia, eu me emocionei no TEDxAmazônia.
Moral da história: mudar tudo pode parecer bem complicado muitas vezes, mas na verdade desconfio que seja mais fácil do que a gente imagina.
Save the planet!

25.7.12

nós e o mundo - o que está além da superfície?

Hoje encontro-me em uma difícil, dificílima missão: escolher pelo menos 100, entre 250, do total de 750 inscritos para participar do TEDxJardimBotânico, que acontecerá no Rio de Janeiro em 22 de agosto.
Esta é uma tarefa dura porque não é nada fácil escolher entre uma pessoa incrível e outra; entre alguém que tem um sonho incrível e outro. O quanto a minha decisão vai impactar a vida das pessoas que eu escolher? O quanto vai deixar de impactar a de quem não passar pelo crivo da minha razão e da minha intuição? Que poder todo é esse?! Assusta. Mas ok, Karina, a vida é assim. A gente sempre impacta e deixa de impactar a vida dos outros, isso é movimento.
Ao ler tantas histórias bacanas, no final de cada ficha há sempre uma foto da pessoa. Leio o que ela escreve. Me emociono. Por curiosidade, clico na foto. A reação é sempre a mesma, vem com o pensamento "nossa, então é você...! Será que eu sacaria isso em você ou será que você mostraria esse seu lado pra mim caso nos encontrássemos por acaso em algum lugar por aí e de repente começássemos a conversar?". Em alguns casos sim, mas algo me diz que não, que expor as belezas e os medos que temos internamente a estranhos infelizmente ainda parece coisa de outro mundo.
Vem cá, seja honesto (a) na resposta aqui: o quanto valorizamos, mas valorizamos mesmo, as pessoas que estão perto de nós? O quanto procuramos nos abrir de verdade, sem preconceitos, para o ser humano que está aí, do nosso lado? Tem alguém do seu lado nesse momento? Então, você já se perguntou o que jaz por trás dessa aparência toda? Não tem ninguém por perto agora? Sem problemas, daqui a pouco você se encontra de novo com outro homo sapiens e também terá a chance de observá-lo (a) e ser honesto (a) consigo mesmo (a) sobre o quanto estamos ou não dispostos a nos mostrar e a enxergar o que o outro tem para compartilhar.
Quero um mundo mais TEDx.
Nos intervalos, no almoço e nas festas de todos os eventos deste tipo dos quais já participei, um crachá garante que é seguro se aproximar (passou pelo crivo da organização, que teve que infelizmente não escolher entre tantas outras pessoas por causa da limitação de espaço do evento, mas ok, se está ali é porque tem algo de muito bom, então não há "perigo", pode chegar junto). E, então, todo mundo conversa como se se conhecesse há anos. Não deveria ser sempre assim?
Um dia, dentro de um elevador de Doha, no Qatar, onde participei do TEDxSummit, me dei conta de que todos éramos estranhos uns aos outros, mas tínhamos crachás, então nos comunicávamos sorrindo, felizes, sem armaduras. Chegou o meu andar e não resisti: "gente, uma questão pra refletirmos: será que nos abriríamos assim, uns para os outros, se não fosse esse crachá?". Todo mundo fez cara de pois é e eu saí com cara de pois é.
E, antes de tomar mais o seu tempo, quero parabenizar o Planeta Sustentável por um texto que tem a ver com essas minhas indagações. "Os invisíveis". Quantos garis, porteiros, catadores de material reciclado , faxineiros e faxineiras já receberam o nosso "bom dia" hoje?
Como disse uma pessoa que cruzou o meu caminho...."a superfície é só a manifestação das profundezas".
Um abração pra você.


Save the planet!


15.7.12

Urca, nossa pequena flor silvestre



Ela nasceu quando eu tinha 14 anos. Vira-lata, misturinha boa de pastor alemão com vira. Nasceu bonita, porte médio, nas cores do beagle. Quando paro pra pensar no tempo de vida dela com a gente, me bate um misto de alegria com culpa. Alegria por ter compartilhado com ela momentos lindos, só meus e dela. Culpa por ter saído de casa e de não ter vivido com ela muitas coisas mais, por não a ter levado pra passear tanto quanto eu gostaria. 
A gente ganhou a Urca num momento em que no bairro dos meus pais, Parque São Domingos, em São Paulo, estava virando moda ladrão entrar na casa das pessoas para roubar coisas. Já haviam entrado na nossa umas três vezes. Então a Urca chegou como um pedido de ajuda. Por favor, protege a gente, Urca. Por favor querida, late quando alguma coisa estiver errada. Incrivelmente ela nasceu com um vozeirão que, para quem não a visse, parecia se tratar de um pastor alemão gigante. Coincidência ou não, nunca mais entraram em casa.
Ela gostava de ficar por perto, de brincar com suas bolinhas. Comia de tudo (adorava cenouras, maçãs...). Era cheia de energia. Até seus 18 anos tinha força pra muita coisa. Com 19, adoeceu numa velocidade impressionante e foi definhando rápido, bem rápido. No entanto, sem conseguir ficar direito sobre as 4 patas, por mais de uma vez subiu quietinha 26 degraus de escada para ficar mais perto da família e deitar num de seus cantos favoritos. Uma vez a gente achou ela encalhada na escada, tentando subir. Por mais dores que sentisse, queria andar, correr, brincar, passear. Até que não aguentou mais. Apesar do seu espírito sempre juvenil e companheiro, o corpo não respondia. Parou de andar, de comer, de sorrir. Mas não queria ir embora de jeito nenhum. "Querida, obrigada por tudo, pode partir...". Não partia. Em sua maior agonia, ela ainda lutava, com respiração descompassada, pra permanecer viva, como se tivesse que nos proteger sempre, a qualquer custo.
Choro ao pensar nisso. Nunca antes havia tido uma lição tão forte de companheirismo, a tão falada fidelidade canina. Eu não tinha noção do quanto isso era forte e verdadeiro. Hoje, quando fico mal por meus problemas, me bate um pensamento. "Karina, vai em frente em busca do que você acredita, por maiores que sejam as dificuldades. Olha o exemplo que a Urca te deu". Sem falar, sem ficar revoltada com a gente, sem nunca nos agredir...sempre por perto, amiga, na dela, a Urca acabou dando uma lição de vida pra minha família inteira. Para finalizar este post, compartilho com vocês o que escrevi aos meus pais, minha avó e minha irmã quando soube da partida da nossa querida amiga. 


"Ontem tirei uma carta sobre a Urca. Pedi a Deus pra me falar qualquer coisa sobre ela.
Saiu a carta "coragem", do Osho. Sinto que a Urca viveu e lutou pela vida bravamente, assim como a sementinha que cai na terra escura e que, pra virar planta, precisa de coragem. Essa aura dourada da imagem aí de baixo me faz sentir que foi assim que a Urca voltou para os braços do Criador: envolta em luz.
Essa cachorrinha nos ensinou muita coisa. Pra mim fica a lição da fidelidade, do amor incondicional verdadeiro. A lição do espírito jovem e em busca da felicidade mesmo quando o corpo físico caminha na direção contrária. Mesmo com dores, sem forças nas pernas e depois de dois AVCs a Urca se esforçou pra subir as escadas - e subiu!!!! - e abanou o rabo de alegria. É um exemplo e tanto, não? Pra vida toda.
Valeu mãe, dá um valeu pra vó tb, por vcs terem ficado com ela até o fim do sofrimento dela. Até o momento em que ela conseguiu se libertar. Vcs tb foram prova de amor incondicional e de coragem pra nossa Urquinha, podem ter certeza. Ela foi embora com 19 anos de idade. Se compararmos à idade humana, nossa cachorrinha fez sua passagem aos 133 anos de idade! 
bjos, amo vocês - e viva nossa Urca, exemplo pra vida toda. Alegria no espírito, apesar de tudo e acima de tudo.


Coragem


A semente não pode saber o que lhe vai acontecer, a semente jamais conheceu a flor. E a semente não pode nem mesmo acreditar que traga em si a potencialidade para transformar-se em uma bela flor. Longa é a jornada, e sempre será mais seguro não entrar nessa jornada, porque o percurso é desconhecido, e nada é garantido. Nada pode ser garantido. Mil e uma são as incertezas da jornada, muitos são os imprevistos -- e a semente sente-se em segurança, escondida no interior de um caroço resistente. Ainda assim ela arrisca, esforça-se; desfaz-se da carapaça dura que é a sua segurança, e começa a mover-se. A luta começa no mesmo momento: a batalha com o solo, com as pedras, com a rocha. A semente era muito resistente, mas a plantinha será muito, muito delicada, e os perigos serão muitos.

Não havia perigo para a semente, a semente poderia ter sobrevivido por milênios, mas para a plantinha os perigos são muitos. O brotinho lança-se, porém, ao desconhecido, em direção ao sol, em direção à fonte de luz, sem saber para onde, sem saber por quê. Enorme é a cruz a ser carregada, mas a semente está tomada por um sonho, e segue em frente.

Semelhante é o caminho para o homem. É árduo. Muita coragem será necessária.
Osho Dang Dang Doko Dang Chapter 4

Comentário:
Esta carta mostra uma pequena flor silvestre que enfrentou o desafio das rochas, das pedras em seu caminho, para aflorar à luz do dia. Envolta em brilhante aura de luz dourada, ela exibe a majestade do seu pequenino ser. Sem nenhum constrangimento, equipara-se ao sol mais brilhante.
Quando nos defrontamos com uma situação muito difícil, há sempre uma escolha: podemos ficar repletos de ressentimentos e tentar encontrar alguém ou alguma coisa em que pôr a culpa pelas nossas dificuldades, ou podemos enfrentar o desafio e crescer.
A flor nos mostra o caminho, na medida em que a sua paixão pela vida a conduz para fora da escuridão, para o mundo da luz. Não há nenhum sentido em se lutar contra os desafios da vida, ou tentar evitá-los ou negá-los. Eles estão aí, e se a semente deve transformar-se na flor, precisamos passar por eles. Seja corajoso o bastante para transformar-se na flor que você foi feito para ser".
A Urca foi corajosa o bastante pra ser a flor que veio pra ser.


Save the planet!


13.7.12

Reflexões sobre a "minha" comunicação em 2012


Eu na Chapada dos Veadeiros. Pensando...

Tenho pensado sobre como melhorar as publicações deste blog. Ele passou a existir junto com meus primeiros passos no jornalismo ambiental, em 2005. Se você der uma lida nele desde os seus primórdios, vai acompanhar as mudanças, notar o meu olhar ingênuo do começo, o meu momento de indignação quando comecei a ver mais de perto e a enxergar melhor esse sistema que quer engolir todo mundo com sua ganância irresponsável...
Eis que chego numa nova fase da vida e da minha carreira onde, talvez pelo poder cósmico de 2012, começo a me questionar sobre novas maneiras de fazer comunicação, sem que isso esbarre no trabalho duro que tenho dado há 7 anos pra me firmar nesta área. Então vou me manter firme nas reportagens, mas também refletir a respeito de como comunicar de modo que a informação chegue não somente à mente das pessoas, mas também no coração delas. Essa é a pergunta que mais tenho me feito ultimamente.
Este post é para conversar com você, que nunca deixou de me ler - fico impressionada ao checar a estatística do Eco-Repórter-Eco e ver que, mesmo sem a constância de postagens, este blog nunca deixou de ser lido! Só tenho a agradecer. Este post também é para te dar o mínimo de satisfação e pra dizer que daqui pra frente você que me lê por aqui, vai acompanhar mais de perto esta nova fase.
Chegou a hora de revolucionar...
beijos e
Save the planet!

21.12.11

A Amazônia morre e os jornais não veem

"Nos últimos dias, dados preliminares de desmatamento da região foram anunciados como 'boa notícia' ao mostrar que a destruição reduziu velocidade. Segundo o Inpe, o desmatamento acumulado das áreas ocupadas por floresta em 1988 é de 18% (ou seja, quase 1/5 da maior floresta do mundo sumiu em 23 anos)! A segunda questão é mais dramática: a cada hectare inteiramente desmatado, outro sofre degradação irreversível. Ou seja, em 23 anos, o processo de destruição da floresta (desmatamento total e degradação grave) já amputou cerca de 35% da floresta, aproximando-se da previsão, que parecia apocalíptica nos anos 1980, de que a floresta amazônica poderia desaparecer em 50 anos. Assim, de 'boa notícia' em 'boa notícia', a floresta morre", artigo de Leão Serva - FSP, 20/12, Tendências/Debates, p.A3. 
Save the planet!

4.11.11

Experimentando

  Palavras de Osho, mestre da filosofia Zen


Olhe, apenas, à sua volta, olhe dentro dos olhos de uma criança, ou nos olhos da pessoa amada, nos de sua mãe, de um amigo -- ou ainda, simplesmente sinta uma árvore.
Alguma vez você já abraçou uma árvore? Abrace uma árvore e, um dia, você perceberá que não foi apenas você que abraçou a árvore, mas que a árvore também responde, a árvore também o abraça. Pela primeira vez então, você será capaz de saber que a árvore não se resume a uma forma, não é apenas uma determinada espécie de que os botânicos falam: ela é um Deus desconhecido -- tão verde ali no seu quintal, tão cheia de flores, tão próxima a você, que vive lhe acenando, que o tempo todo o está chamando.

*
Uma "experiência" é coisa que pode ser registrada num caderno, ou fotografada e guardada num álbum. O experienciar já é a própria sensação de deslumbramento, a emoção da comunhão, o toque delicado da nossa conexão com tudo o que nos rodeia.
A mulher desta carta não está apenas tocando a árvore: está em comunhão com ela, quase que se tornou uma entidade única com a árvore. Trata-se de uma velha árvore, que presenciou muitos tempos difíceis. O toque da mulher é suave, reverente, e o branco no avesso do seu manto espelha a pureza do seu coração. Ela tem humildade, simplicidade -- e essa é a maneira correta de aproximar-se da natureza.
A natureza não faz rufarem tambores quando rebenta em flor, nem executa um réquiem quando as árvores se desfazem das folhas, no outono. Quando, porém, nos aproximamos dela com o estado de espírito adequado, ela tem muitos segredos para compartilhar.
Se ultimamente você não tem ouvido a natureza sussurrando para você, este é um bom momento para dar a ela essa oportunidade.
Osho Dang Dang Doko Dang Chapter 2

Save the planet!

2.11.11

Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney*

Foto: Verena Glass/Xingu Vivo para Sempre

* Entrevista concedida à jornalista Eliane Brum, da revista Época.

Eliane fala tão bem no parágrafo abaixo que não preciso usar minhas próprias palavras neste caso. Me atenho a uma única frase: "em nome do combate à desinformação e às mentiras do governo Lula/Dilma em relação a Belo Monte, uma obra absolutamente desnecessária".


**

Se você é aquele tipo de leitor que acha que Belo Monte vai “afetar apenas um punhado de índios”, esta entrevista é para você. Talvez você descubra que a megaobra vai afetar diretamente o seu bolso. Se você é aquele tipo de leitor que acredita que os acontecimentos na Amazônia não lhe dizem respeito, esta entrevista é para você. Para que possa entender que o que acontece lá, repercute aqui – e vice-versa. Se você é aquele tipo de leitor que defende a construção do maior número de usinas hidrelétricas já porque acredita piamente que, se isso não acontecer, vai ficar sem luz em casa para assistir à novela das oito, esta entrevista é para você. Com alguma sorte, você pode perceber que o buraco é mais embaixo e que você tem consumido propaganda subliminar, além de bens de consumo. Se você é aquele tipo de leitor que compreende os impactos socioambientais de uma obra desse porte, mas gostaria de entender melhor o que está em jogo de fato e quais são as alternativas, esta entrevista também é para você.
Como tenho escrito com frequência sobre a megausina hidrelétrica de Belo Monte, por considerar que é uma das questões mais relevantes do país no momento, observo com atenção as manifestações dos leitores que comentam neste espaço ou em redes sociais como o Twitter. Anotei as principais dúvidas para incluí-las aqui e assim colaborar com o debate.
Desta vez, propus uma conversa sobre Belo Monte a Célio Bermann, um dos mais respeitados especialistas do país na área energética. Bermann é professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. Publicou vários livros, entre eles: “Energia no Brasil: Para quê? Para quem? – Crise e Alternativas para um País Sustentável” (Livraria da Física) e “As Novas Energias no Brasil: Dilemas da Inclusão Social e Programas de Governo” (Fase). Ex-petista, ele participou dos debates da área energética e ambiental para a elaboração do programa de Lula na campanha de 2002 e foi assessor de Dilma Rousseff entre 2003 e 2004, no Ministério de Minas e Energia. Célio Bermann foi também um dos 40 cientistas a se debruçar sobre Belo Monte para construir um painel que, infelizmente, foi ignorado pelo governo federal.
Clique aqui pra continuar a leitura.
Save the planet!

18.8.11

de novo...! aqui, com O Eco Amazônia e TEDxVer-o-Peso



Olá a todos,
Ando tão corrida estes dias.
Faz tempo que não escrevo aqui, mas este blog é do coração e meus leitores também são. Sei que vocês entram, passam por aqui pra saber se tem novidades no ar e continuam voltando, mesmo que minhas atualizações estejam tão espaçadas ultimamente.

Agora sou editora do site O Eco Amazonia, este presente veio pra mim e fico muito feliz em assumir a editoria de um site tão promissor quanto este. Além disso, tenho me dedicado muito ao TEDxVer-o-Peso, primeiro evento TEDx do Pará. Já são quase 9 meses de muita dedicação, trabalho, esforço pesado e inspiração pra tirar do papel uma ideia como essa.

Por causa disso, todos os dias tenho ficado acordada até altas horas e acaba que não sobra tempo nenhum pra cuidar deste blog, que amo tanto. 
Em O Eco Amazonia temos enfatizado a cobertura de temas ligados à conservação, mas sem deixar de contemplar a Amazônia em suas mais diversas realidades. Então também cobrimos cultura, gastronomia, violência no campo etc. tudo o que publicamos é traduzido para inglês e espanhol, além do velho e bom português. Cobrimos a Amazônia nos nove países em que esta floresta maravilhosa existe.
No TEDxVer-o-Peso vamos dar voz a 16 palestrantes que espalharão suas boas ideias dentro do tema "Diferentes jeitos de viver".  Será um evento e tanto, marcado pra acontecer daqui 9 dias em Belém. 
Estou muito feliz com essas duas conquistas - sinto que, com essas duas missões, estou no caminho  - pelo menos fazendo a minha parte - por um mundo bem melhor.
Beijos e vamos falando, voltarei sempre que possível!
Karina
 - e save the planet!

26.5.11

para zé e maria - e para os que precisam recomeçar...



Hey Jude
The Beatles

Composição : John Lennon / Paul McCartney


Hey, Jude, don't make it bad,
take a sad song and make it better
Remember, to let her into your heart,
then you can start, to make it better.

Hey, Jude, don't be afraid,
you were made to go out and get her,
the minute you let her under your skin,
then you begin to make it better.

And anytime you feel the pain,
Hey, Jude, refrain,
don't carry the world upon your shoulders.
For well you know that it's a fool,
who plays it cool,
by making his world a little colder.
Na na na na na na na na...

Hey, Jude, don't let me down,
you have found her now go and get her,
remember (Hey Jude) to let her into your heart,
then you can start to make it better.

So let it out and let it in,
Hey, Jude, begin,
you're waiting for someone to perform with.
And don't you know that is just you?
Hey, Jude, you'll do,
the movement you need is on your shoulder.
Na na na na na na na na...

Hey, Jude, don't make it bad,
take a sad song and make it better,
remember to let her under your skin,
then you'll begin to make it better (better, better, better,better, better, oh!)
Na, na na na na na, na na na, Hey Jude
Na, na na na na na, na na na, Hey Jude


                                                                (Fotos: Felipe Milanez)
Save the planet!

6.4.11

OEA e Belo Monte, um caso de ignorância nacional





A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu em documento de 1 de abril a suspensão imediata de Belo Monte ao governo brasileiro. O pedido foi feito com provas nas mãos, claras e indubitáveis, de que o Brasil tem desrespeitado direitos das populações indígenas e tradicionais ao querer passar o rolo compressor desta usina de qualquer jeito goela abaixo do mundo. 


Não adiantou um painel de 40 especialistas dizer que esta usina será um fracasso, nem mesmo as advertências do WWF na semana passada em estudo que diz que as mudanças climáticas inviabilizarão esta usina em 2050, nem os protestos dos movimentos sociais, nem a vinda de James Cameron, nem Raoni, nem o Ministério Público Federal com suas dez ações civis públicas baseadas em todos os atropelos, nem os próprios técnicos do Ibama dizendo que ainda não é hora de fazer Belo Monte porque pouco se sabe sobre certos riscos ambientais como área alagada, qualidade da água etc. Nada adiantou. O juiz da primeira vara do TRF1 é bem obediente e manda a usina seguir em frente em decisão favorável ao governo, o presidente do Ibama é mandado embora, o EIA Rima é ridículo com suas 20 mil páginas e assim seguimos assistindo um festival de horrores em relação à construção desta usina. O governo da ditadura Lula-Dilma continua passando por cima de todo mundo, de todas as leis e de toda moral existentes.


A ditadura Lula-Dilma quer esta usina de qualquer jeito porque o dinheiro da campanha que elegeu esta senhora veio de empreiteiras que farão Belo Monte. Porque uma obra como essa rende muita grana para quem faz, alguns setores apenas e por pouco tempo. Porque o governo mobilizou 80% de recursos públicos vindos do BNDES pra fazer isso sair. Tanta falcatrua, tanto tapinhas nas costas quentes de uns e de outros, tanta sujeira. E o pior é que estas manobras são claras, todos vêem. Ou melhor, todos não. Só quem se informa. Só quem sabe dos processos e quem conhece a Amazônia de fato.


A reação do governo à OEA foi de "perplexidade" xenófoba. A reação de brasileiros ignorantes foi de xenofobia. Já se lê e ouve por aí "esses americanos já destruiram tudo, agora vem meter o bedelho no Brasil". Pois saibam os ignorantes que a OEA é composta por Antígua e Barbuda, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guiana, Haiti, Bahamas, Barbados, Jamaica, Honduras, México, Nicarágua, Bolívia, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Belize, El Salvador, Panamá, Paraguai, Cuba, Grenada, Venezuela, República Dominicana, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai, Saint Kitts e Nevis, Chile, Guatemala e Peru. 


O Brasil é signatário de acordos internacionais de respeito aos direitos humanos. Assinou porque quis e porque é seu dever zelar pelos direitos de seus cidadãos. Direitos hoje completamente desrespeitados pela ganância compressora da ditadura Lula-Dilma. Acontece que o governo brasileiro não é invisível e que muitos observam como tem agido. A atitude da OEA é, portanto, completamente justa, legítima e cabível.


A reação dos brasileiros e de alguns meios de comunicação, caso da Globo (vide reportagem de ontem no Jornal da Globo) alimenta um discurso vazio e xenófobo, repercute a ignorância. Sob o véu de “soberania nacional” brasileiros se atropelam repetindo besteiras. Agora pergunto a estes mesmos brasileiros: quais são os estados que compõem a Amazônia no Brasil? Não saberão me responder de cabeça porque desconhecem o que seja a Amazônia. Logo, antes de falar em “soberania nacional” em relação ao que acontece no Xingu, tenham a humildade de primeiro entender do que estão falando.


Save the planet!

14.3.11

earth song!



Toda vez que vejo este vídeo, me lembro e sinto o tamanho de nossa responsabilidade com a única casa que temos. Earth Song, Michael Jackson.
Analisemos o que tem acontecido no planeta. A Terra tremeu no Japão, violentamente, provocou uma tsunami. Cidades do Brasil têm desmoronado todos os anos sob o peso das chuvas. Poderia citar tantos exemplos. Será que não é óbvio que se trata de uma reação da Terra? Cientistas podem concordar ou discordar de mim. Já filósofos, espiritualistas e indígenas certamente concordarão comigo.
Não existem coincidências.
Não existe ação sem reação.
Somos vítimas de nós mesmos.
Até quando?


Save the planet!

22.2.11

belo monte, bndes e falta de educação

Olás!
Bom, muita coisa acontecendo, mal sei por onde começar. 
Nosso governo ditador disfarçado de democracia continua fazendo o possível para enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade brasileira. Devo ressaltar, aqui, o quanto me sinto orgulhosa de certos brasileiros que se uniram via redes sociais para protestar contra esta usina. Achei lindo pessoas indo para as ruas, mesmo que poucas elas foram, colocaram nariz de palhaço em frente ao BNDES em várias capitais, foram protestos em Sampa (em frente ao Masp), em Brasília, no Rio..."uma minoria", como afirma Tolmasquim, mas devo acrescentar dizendo que uma minoria INFORMADA porque quem tem consciência de todos os perigos que Belo Monte representa fez sua parte, de alguma forma: ou conversando com amigos, levando o tema às escolas, ou protestando por aí. Quem se informa, se indigna - a não ser que tenha a mesma visão desenvolvimentista do governo, aquela de passar por cima de leis, de princípios, da ciência, da economia, em nome do lucro imediato, pouco se importando com irreversíveis conseqüências sociais, ambientais e econômicas.
Seguem algumas matérias a respeito, para quem quiser se informar melhor:
http://www.xinguvivo.org.br/2011/01/27/belo-monte-nao-e-um-problema-ambiental-e-tecnico-politico-e-juridico/


http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/SERGIO-ABRANCHES.htm


http://www.oeco.com.br/reportagens/24783-indigenas-vao-ao-planalto-contra-belo-monte-


http://www.oeco.com.br/salada-verde/24775-protestos-contra-belo-monte-em-torno-do-pais


http://www.oecoamazonia.com/br/artigos/9-artigos/147-para-governo-brasileiro-pequena-minoria-reclama-de-belo-monte


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Democracia, legitimidade e BNDES 
"Os cidadãos sinalizaram o que pretendem: desenvolvimento com responsabilidade socioambiental. E o BNDES não pode perder isso de vista. Nenhum projeto é apoiado sem licenças ambientais e sem observar a legislação trabalhista. Se um órgão fiscalizador do Estado apontar irregularidade, o BNDES possui instrumentos para suspender repasses. Exigir que um banco seja fiscal ambiental é não compreender o seu papel. Equivaleria a cobrar do Ibama que faça financiamentos. Em relação à transparência, os critérios de escolha dos projetos são dados pela política de governo, e, quanto mais baixa a taxa de juros, mais prioritário é o tema. As menores taxas são para inovação, energia renovável, transporte ferroviário e urbano, saneamento, projetos em educação, saúde, meio ambiente e pequenas empresas. Isso é público, transparente e anunciado com antecedência", artigo de Fábio Kerche - FSP, 22/2, Tendências/Debates, p.A3


Isso é o que diz o BNDES, famoso pela falta de transparência e de responsabilidade socioambiental. Só na Amazônia vem bancando inúmeros estragos.


http://www.oecoamazonia.com/br/reportagens/brasil/135-os-financiamentos-insustentaveis-do-bndes-na-amazonia


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''Então morra'', diz prefeito de Manaus 
O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), discutiu ontem com a moradora de uma comunidade onde uma mulher e duas crianças morreram soterradas. O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital do Amazonas, ajudariam a prefeitura "não fazendo casas onde não devem". Uma moradora não identificada disse: "a gente está aqui, porque não tem condição de ter uma moradia digna". Exaltado, o prefeito então respondeu: "Minha filha, então morra, morra" - OESP, 22/2, Cidades, p.C4. 


Inacreditável o que uma pessoa é capaz de fazer.
Sr Amazonino Mendes, com certeza existem sérios problemas, população e prefeituras devem sempre trabalhar juntos. Se falta lixeira em Manaus (como é o caso), o povo joga lixo na rua (como é o caso). Se houvesse lixeiras na cidade, sem educação ambiental provavelmente o povo continuaria jogando lixo na rua, embora em menor quantidade.
No entanto, me assusta seu comentário. Não apenas a mim, mas com certeza a todos que possuem o mínimo de sensibilidade no coração. Sua frase foi pura demonstração de falta de respeito por aqueles que deveria zelar. Lamentável.


Save the planet!

19.1.11

para nos inspirar



Do More 
By William Arthur Ward
Do more than belong: participate.
Do more than care: help.
Do more than believe: practice.
Do more than be fair: be kind.
Do more than forgive: forget.
Do more than dream: work.

Faça mais
William Arthur Ward
Faça mais do que pertencer: participe
Faça mais do que se importar: ajude
Faça mais do que acreditar: pratique
Faça mais do que ser justo: seja brando
Faça mais do que perdoar: esqueça
Faça mais do que sonhar: trabalhe.

Save the planet!

12.1.11

Duas notícias pra gente parar e pensar


1.
"Os níveis crescentes nas medições de poluição devem ser encarados como sinal de alerta. Em São Paulo, o recrudescimento tem como causa principal o aumento da frota de veículos e um padrão de mobilidade que privilegia o transporte individual motorizado. Por isso, a solução deve extrapolar a esfera ambiental. Discutir qualidade do ar é discutir transporte motorizado. A principal solução é quase óbvia: investimento em transporte coletivo e no não motorizado. Mecanismos de combate à poluição devem ser criados também dentro das políticas de uso e ocupação do solo. Ações que contribuam para um conhecimento mais acurado do nexo causal entre qualidade do ar e fontes de poluição, como inventários das fontes de poluição, são necessárias para definir estratégias. Uma solução duradoura passa por políticas públicas integradas", análise de André Luis Ferreira - OESP, 10/1, Metrópole, p.C3.

Quem mora em Sampa anda de carro porque o transporte público é deficitário ou o transporte público é deficitário porque quem mora em Sampa anda de carro?
Vale dizer que toda vez que venho pra cá (moro em Belém) não preciso de mais do que 48 horas para ter sintomas de rinite alérgica.

**

2.
Vermelho e verde
"O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Até a Mata Atlântica tem perdido cobertura apesar de só restarem fragmentos. Se não entender tudo isso, e ficar dormindo sobre os números de queda, o novo governo pode enfrentar um aumento do ritmo de desmatamento. Paulo Barreto, do Imazon, acha que a maior derrota para a Amazônia é o governo insistir em certos projetos: - Alguns são desastrosos, como o asfaltamento da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, outros são duvidosos, como Belo Monte. Isso mostra que o governo não teve e não tem um projeto coerente e inovador para a região", artigo de Míriam Leitão - O Globo, 26/12, Economia, p.24.

Depois desta chamada da Leitão, não preciso dizer mais nada. Ok, vou dizer: que a senhora Rousseff não se acomode e que não pinte apenas um lado da cara de verde.

Save the planet!