Olás!
Bom, muita coisa acontecendo, mal sei por onde começar.
Nosso governo ditador disfarçado de democracia continua fazendo o possível para enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade brasileira. Devo ressaltar, aqui, o quanto me sinto orgulhosa de certos brasileiros que se uniram via redes sociais para protestar contra esta usina. Achei lindo pessoas indo para as ruas, mesmo que poucas elas foram, colocaram nariz de palhaço em frente ao BNDES em várias capitais, foram protestos em Sampa (em frente ao Masp), em Brasília, no Rio..."uma minoria", como afirma Tolmasquim, mas devo acrescentar dizendo que uma minoria INFORMADA porque quem tem consciência de todos os perigos que Belo Monte representa fez sua parte, de alguma forma: ou conversando com amigos, levando o tema às escolas, ou protestando por aí. Quem se informa, se indigna - a não ser que tenha a mesma visão desenvolvimentista do governo, aquela de passar por cima de leis, de princípios, da ciência, da economia, em nome do lucro imediato, pouco se importando com irreversíveis conseqüências sociais, ambientais e econômicas.
Seguem algumas matérias a respeito, para quem quiser se informar melhor:
http://www.xinguvivo.org.br/2011/01/27/belo-monte-nao-e-um-problema-ambiental-e-tecnico-politico-e-juridico/
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/SERGIO-ABRANCHES.htm
http://www.oeco.com.br/reportagens/24783-indigenas-vao-ao-planalto-contra-belo-monte-
http://www.oeco.com.br/salada-verde/24775-protestos-contra-belo-monte-em-torno-do-pais
http://www.oecoamazonia.com/br/artigos/9-artigos/147-para-governo-brasileiro-pequena-minoria-reclama-de-belo-monte
**
Democracia, legitimidade e BNDES
"Os cidadãos sinalizaram o que pretendem: desenvolvimento com responsabilidade socioambiental. E o BNDES não pode perder isso de vista. Nenhum projeto é apoiado sem licenças ambientais e sem observar a legislação trabalhista. Se um órgão fiscalizador do Estado apontar irregularidade, o BNDES possui instrumentos para suspender repasses. Exigir que um banco seja fiscal ambiental é não compreender o seu papel. Equivaleria a cobrar do Ibama que faça financiamentos. Em relação à transparência, os critérios de escolha dos projetos são dados pela política de governo, e, quanto mais baixa a taxa de juros, mais prioritário é o tema. As menores taxas são para inovação, energia renovável, transporte ferroviário e urbano, saneamento, projetos em educação, saúde, meio ambiente e pequenas empresas. Isso é público, transparente e anunciado com antecedência", artigo de Fábio Kerche - FSP, 22/2, Tendências/Debates, p.A3
Isso é o que diz o BNDES, famoso pela falta de transparência e de responsabilidade socioambiental. Só na Amazônia vem bancando inúmeros estragos.
http://www.oecoamazonia.com/br/reportagens/brasil/135-os-financiamentos-insustentaveis-do-bndes-na-amazonia
**
''Então morra'', diz prefeito de Manaus
O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), discutiu ontem com a moradora de uma comunidade onde uma mulher e duas crianças morreram soterradas. O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital do Amazonas, ajudariam a prefeitura "não fazendo casas onde não devem". Uma moradora não identificada disse: "a gente está aqui, porque não tem condição de ter uma moradia digna". Exaltado, o prefeito então respondeu: "Minha filha, então morra, morra" - OESP, 22/2, Cidades, p.C4.
Inacreditável o que uma pessoa é capaz de fazer.
Sr Amazonino Mendes, com certeza existem sérios problemas, população e prefeituras devem sempre trabalhar juntos. Se falta lixeira em Manaus (como é o caso), o povo joga lixo na rua (como é o caso). Se houvesse lixeiras na cidade, sem educação ambiental provavelmente o povo continuaria jogando lixo na rua, embora em menor quantidade.
No entanto, me assusta seu comentário. Não apenas a mim, mas com certeza a todos que possuem o mínimo de sensibilidade no coração. Sua frase foi pura demonstração de falta de respeito por aqueles que deveria zelar. Lamentável.
Save the planet!
22.2.11
19.1.11
para nos inspirar
Do More
By William Arthur Ward
By William Arthur Ward
Do more than belong: participate.
Do more than care: help.
Do more than believe: practice.
Do more than be fair: be kind.
Do more than forgive: forget.
Do more than dream: work.
Do more than care: help.
Do more than believe: practice.
Do more than be fair: be kind.
Do more than forgive: forget.
Do more than dream: work.
Faça mais
William Arthur Ward
Faça mais do que pertencer: participe
Faça mais do que se importar: ajude
Faça mais do que acreditar: pratique
Faça mais do que ser justo: seja brando
Faça mais do que perdoar: esqueça
Faça mais do que sonhar: trabalhe.
Save the planet!
12.1.11
Duas notícias pra gente parar e pensar
1.
"Os níveis crescentes nas medições de poluição devem ser encarados como sinal de alerta. Em São Paulo, o recrudescimento tem como causa principal o aumento da frota de veículos e um padrão de mobilidade que privilegia o transporte individual motorizado. Por isso, a solução deve extrapolar a esfera ambiental. Discutir qualidade do ar é discutir transporte motorizado. A principal solução é quase óbvia: investimento em transporte coletivo e no não motorizado. Mecanismos de combate à poluição devem ser criados também dentro das políticas de uso e ocupação do solo. Ações que contribuam para um conhecimento mais acurado do nexo causal entre qualidade do ar e fontes de poluição, como inventários das fontes de poluição, são necessárias para definir estratégias. Uma solução duradoura passa por políticas públicas integradas", análise de André Luis Ferreira - OESP, 10/1, Metrópole, p.C3.
Quem mora em Sampa anda de carro porque o transporte público é deficitário ou o transporte público é deficitário porque quem mora em Sampa anda de carro?
Vale dizer que toda vez que venho pra cá (moro em Belém) não preciso de mais do que 48 horas para ter sintomas de rinite alérgica.
**
2.
Vermelho e verde
"O governo Dilma deve evitar o erro de considerar que a queda do desmatamento nos últimos anos torna o assunto resolvido. Como se sabe, a área ambiental nunca foi o forte da presidente. Mesmo com a queda na taxa anual de perda de florestas, os riscos continuam e ficam cada vez mais complexos. Até a Mata Atlântica tem perdido cobertura apesar de só restarem fragmentos. Se não entender tudo isso, e ficar dormindo sobre os números de queda, o novo governo pode enfrentar um aumento do ritmo de desmatamento. Paulo Barreto, do Imazon, acha que a maior derrota para a Amazônia é o governo insistir em certos projetos: - Alguns são desastrosos, como o asfaltamento da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, outros são duvidosos, como Belo Monte. Isso mostra que o governo não teve e não tem um projeto coerente e inovador para a região", artigo de Míriam Leitão - O Globo, 26/12, Economia, p.24.
Depois desta chamada da Leitão, não preciso dizer mais nada. Ok, vou dizer: que a senhora Rousseff não se acomode e que não pinte apenas um lado da cara de verde.
Save the planet!
Assinar:
Postagens (Atom)
