21.7.08

saiu na mídia


OESP, 20/07
"O Projeto Tietê está sob ameaça de ser interrompido. Sua segunda etapa termina neste mês e, apesar do cumprimento do cronograma e do vulto das obras - que permitiram significativo avanço nos serviços de coleta (84%) e de tratamento de esgoto (70%) -, a diretoria de Controle de Poluição Ambiental da Cetesb alerta: a meta de aumentar o número de empresas no monitoramento de efluentes despejados no Rio Tietê não foi cumprida. O não-atendimento dessa exigência do contrato de financiamento, firmado pelo governo estadual com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), poderá impedir a liberação de US$ 1 bilhão para a terceira etapa do programa. Essa fase prevê a universalização da coleta de esgoto e o combate à poluição nos afluentes do rio".

FSP, 19/7
Preço da terra avança 17% em 12 meses A forte alta das commodities está aquecendo os preços de terras brasileiras. No bimestre maio-junho, o preço médio atingiu R$ 4.287 por hectare, 17% a mais do que há um ano e 41% de aumento nos últimos 36 meses. Se o valor da terra evolui em todas as regiões do Brasil, o mesmo não ocorre em áreas da floresta amazônica, onde "os negócios estão parados e os preços caem, devido ao controle ambiental", afirma Jacqueline Dettmann Bierhals, analista de terras da AgraFNP. A região Sul foi a que teve a maior valorização média de preços em 12 meses: 28,2%. Na região Norte, onde houve a segunda maior valorização em 12 meses (24,5%), as principais altas ocorreram em áreas de pastagem de fácil acesso. Acre e Amapá lideram as altas da região.

Artigo de Washington Novaes
OESP, 18/07
A recente divulgação de mais um relatório da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) da ONU, assim como novos congressos sobre desertificação no Brasil, trazem de volta o tema. O relatório da FAO, com um balanço dos últimos 20 anos, diz que a degradação do solo no mundo - medida pelo declínio nas funções e na produtividade de um ecossistema - já atinge mais de 20% das terras ocupadas pela agricultura, 10% das pastagens, 30% das áreas de floresta. E afeta 1,5 bilhão de pessoas, com insegurança alimentar, perdas agrícolas, perda da biodiversidade, necessidade de migrar.

O Globo, 17/7
Minc recebe ameaças em debate na Câmara A audiência pública das Comissões de Agricultura e Meio Ambiente da Câmara ontem foi palco de um embate entre o ministro Carlos Minc e a bancada ruralista. Minc foi atacado e recebeu até ameaças por causa das ações do governo que tentam inibir o avanço do desmatamento na Amazônia. O ataque mais contundente partiu do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que chamou as operações policiais de grotescas e, em tom de ameaça, disse que o governo pode até vender os chamados bois piratas apreendidos em áreas de conservação no Pará, mas não conseguirá retirá-los do local: "O senhor pode até vender os bois, mas não vai conseguir entregá-los. Nosso povo é pacífico, mas, como diz o ditado: não cutuque a onça com vara curta que ela avança e morde a garganta".

O GLOBO, 16/07
A Floresta Amazônica continua registrando índices alarmantes de desmatamento. Em maio, uma área de 1.096 km2, o que equivale ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro, foi devastada. Os dados constam de um relatório elaborado a partir do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgado ontem pelo Inpe. Do total desmatado nesse período, o estado de Mato Grosso é responsável pela maior fatia: 646 km2. O volume de desmatamento em maio é ligeiramente inferior ao registrado em abril, quando foram destruídos 1.123 km2 da Floresta Amazônica - 794 deles em Mato Grosso. No Pará, foi registrado um salto significativo no desmatamento: subiu de 1,3 km2 para 262 km2 devastados de abril para maio, mas isso se deve a uma redução na cobertura de nuvens sobre o Estado (89% em abril contra 59% em maio).

OESP, 16/07
Outra ação para combater a extração ilegal do palmito juçara é o projeto Educação Agroflorestal para o Manejo Sustentável nas Comunidades Tradicionais da Mata Atlântica, executado pelo Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (Ipema). A proposta visa a coleta de frutos de juçara no entorno e no interior do Parque Estadual da Serra do Mar. O plano de manejo do projeto foi aprovado pela Fundação Florestal. As ações de produção de polpa de juçara estão sendo desenvolvidas em cinco comunidades tradicionais de Ubatuba (SP): Ubatumirim, Quilombo do Camburi, Quilombo da Fazenda, Aldeia Indígena Boa Vista e Corcovado. Este ano, a colheita de 2 mil quilos de frutos rendeu mil quilos de polpa e 1.300 quilos de sementes para replantio da região.

FSP, 16/7
Liminar concedida pela Justiça Federal suspendeu o programa de reavaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O trabalho iria avaliar, neste ano, ingredientes que compõem 99 agrotóxicos usados em várias culturas. Muitos desses agrotóxicos são usados em excesso. Análise feita pela Anvisa em 2007 mostrou que 40% do tomate e do morango vendidos em supermercados tinham agrotóxicos acima do recomendável. A decisão, do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara Federal do Distrito Federal, decorreu de um mandado de segurança ingressado pelo Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas), que alega falta de transparência da Anvisa. A Procuradoria Geral da República vai recorrer.

CB, 15/7
"Enquanto a exuberância da Amazônia atrai as atenções do mundo e o desmatamento ocupa espaço nobre e permanente na mídia, avança sem maiores alaridos o processo de desertificação do semi-árido nordestino. Especialistas estimam que, se nada for feito, em 100 anos o cenário dos quatro núcleos desertificados terá se expandido para todo o semi-árido do país, que compreende terras dos nove estados do Nordeste, abrangendo a quase totalidade da região, parte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo. O governo tem o diagnóstico (organizou um Atlas das áreas susceptíveis à desertificação), programa específico (em 2004 foi lançado o Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação), mas falta ação. A resposta não vem com a urgência requerida".

Artigo de Marina Silva
FSP, 14/7
"As rodadas internacionais de negociações sobre aquecimento global, salvo exceções, viraram rotina de fracassos ou quase-fracassos que, longe de causar incômodo, parecem estratégia calculada de protelação de responsabilidades. O último capítulo foi a reunião do G8. A maioria das análises sobre o evento repete o mantra: aquém das expectativas, pífio, vago. Por que problemas tão graves não suscitam urgência verdadeira e resultados palpáveis, como suscitaria uma guerra? Se os senhores do mundo ajustassem as lentes, veriam que também nesse caso há uma guerra e as vítimas são todas as formas de vida no planeta".
Save the planet!

Um comentário:

Flávio Vieira disse...

Ótimo clipping de notícias!
Sonho com o dia de ver o Tietê limpo e navegável... como é feio andar por SP e ver o estado "dele"!
Abraço!