24.10.05

onu: avaliação ecossistêmica do milênio - II


Foto linda, né? É a Amazônia.
Agora, continuando com a avaliação.
Por que a Terra está entrando em colapso?

Algumas explicações: bem, a partir de 1945, a gente sabe que o mundo mudou. Evoluimos tecnologicamente, cientificamente e fizemos isso às custas do planeta. A década de 50, devido
à Segunda Guerra Mundial, sinalizou avanços antes nunca alcançados. Pois bem. Essa época é um marco. A partir dela, mais terras foram convertidas em lavouras do que nos séculos XVIII e XIX juntos; lavouras e criação de gado passaram a ocupar quase um quarto da superfície terrestre do planeta; 20% dos recifes de corais desapareceram e outros 20% foram degradados nas últimas décadas do século XX; 35% das áreas de manguezais deixaram de existir; a extração de água dos rios e lagos duplicou desde 1960. 70% do uso mundial de água doce passou a ser destinado para a agricultura (!!!); isso sem falar no aumento de CO2 na atmosfera, decorrente da combustão de combustíveis fósseis e mudanças no uso do solo.

E o que deu isso tudo? Além do que a gente já conhece, resumindo BEEEM, o homem está alterando de forma irreversível a diversidade da vida na Terra. Isso acarreta significativa perda da biodiversidade. Nos últimos séculos, a taxa de extinção de espécies aumentou cerca de mil vezes; a incidência de doenças em organismos marinhos e o aparecimento de novos agentes patógenos vêm aumentando e alguns deles, como a ciguatera, prejudicam a saúde humana; a proliferação nociva (e também tóxica) de algas em águas costeiras crescem em freqüência e intensidade, prejudicando a produção pesqueira e a saúde humana. Isso sem falar que a degradação afeta primeiramente as populações mais pobres, o que gera ainda mais desigualdade e conflitos sociais. ISSO TUDO, FORA O QUE A GENTE JÁ CONHECE: efeito estufa, derretimento das geleiras, destruição da Amazônia, da Mata Atlântica, de florestas do mundo todo......

A avaliação propõe algumas soluções para remediar o problema: políticas de educação do público e de indústrias, controle populacional, fiscalização de programas ambientais que intensifique a transparência da prestação de contas, participação mais ativa dos meios de comunicação na divulgação das agressões ao meio ambiente, cotas que limitem a produção pesqueira, criação de áreas de proteção marinha, programas de uso sustentável, substituição de combustível – de carvão ou petróleo para gás, investimento em tecnologias que não agridam o ambiente –na agricultura, esse fator poderia culminar na diminuição significativa do uso de águas e fertilizantes no solo, por exemplo. Estas são apenas algumas das cerca de 74 soluções propostas.

A Avaliação Ecossistêmica do Milênio é uma espécie de alerta com sinal vermelho a todos os governos – se não começarem, desde já, a reverem suas políticas ambientais, sociais e econômicas, dentro de pouco tempo a vida na Terra se tornará inviável. Esses alertas valem igualmente para nós, cidadãos. Por isso, mais do que nunca, devemos fazer a nossa parte.

Quem pensa que pode dormir tranqüilo porque, afinal de contas, o estudo se refere a um futuro distante, está muito enganado. Tudo isso já está acontecendo e o prazo máximo de vida suportável na Terra é de 50 anos. Tempo pequeno demais para evitar um colapso ambiental, levando-se em conta que o planeta já existe há 4,6 bilhões de anos.

Não podemos permitir que isso aconteça. Não no nosso turno por aqui. Na próxima notícia, vou falar de como podemos fazer a nossa parte dentro do nosso dia a dia.

A Terra vive muito bem sem a presença dos humanos, mas não existe vida para a humanidade com a morte da Terra.
Save the planet!

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