3.6.09

parece que algumas mudanças estão acontecendo!


OESP, 3/6
O perseguidor ambicioso que se diz perseguido
O comparecimento do empresário americano Philip Marsteller para se defender esquentou a audiência pública em que a Comissão da Amazônia da Câmara discutia a descoberta de um laboratório biológico clandestino num hotel, em Barcelos (AM). Dono do negócio, Marsteller disse que é perseguido, negou que esteja fazendo biopirataria e afirmou que o empreendimento é sustentável. A descoberta do laboratório foi em março em inspeção no hotel Rio Negro Lodge, de Marsteller e sua mulher, a brasileira Ruth Reis. Foram achados equipamentos importados sem licença, animais silvestres em cativeiro, madeira sem origem e uma draga para extração de areia, além de dois besouros ameaçados de extinção embalados para exportação de forma ilegal. O empresário responderá a processo e corre o risco de ser expulso do País.
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CB, 3/6
Boca no trombone
"Na maré de más notícias que ronda o Congresso Nacional, o conjunto de medidas antiambientais em pauta é mais uma, e das mais graves. Com uma folha corrida de escândalos que confrontam princípios éticos, a opção pelo desenvolvimento de qualquer jeito, agregado a uma visão patrimonialista dos bens públicos, é outra face da mesma moeda. O Congresso caminha na contramão da história ao promover o desmonte da legislação ambiental, por meio de decisões que, claramente, fazem parte do sistema de barganhas que antecedem as eleições do ano que vem. Adotar uma agenda positiva em prol da sustentabilidade seria a forma de os parlamentares mostrarem que o Congresso não está se lixando para os 98% de brasileiros que, segundo pesquisa Datafolha, são contra o estímulo ao desmatamento. A atual prioridade dada ao desmantelamento da legislação ambiental deixará como marca dessa legislatura o legado da insustentabilidade futura do país", artigo de Adriana Ramos.
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O Globo, 3/6
Lula quer calar o ministro do meio ambiente. Hum...por que será?
O presidente Lula mandou avisar ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que não tolera críticas públicas entre ministros. Ele disse que colocará um ponto final na algazarra quando retornar ao país. Lula convocou Minc para uma reunião amanhã. Eles terão uma conversa decisiva, segundo um assessor. "Você vai perceber que na sexta-feira já não teremos mais problema de divergências", disse, durante visita à Guatemala. "Toda a vez que o pai sai de casa, a meninada faz algazarra mais do que deveria".
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OESP, 3/6
Resposta do Minc e conclusões por trás do bafafá
"Logo depois da conversa com Lula, Minc explicou que não ameaçou deixar o cargo, 'apenas' disse que não poderia defender o País se o presidente não fortalecesse politicamente a sua pasta. Argumento bastante lógico. E convincente, não fora o fato de Minc ter sido chamado exatamente porque, como secretário de Meio Ambiente no Rio, foi 'flexível' na concessão de licenças ambientais. Não foi convidado para 'aprofundar' a política de Marina nem para privar da autonomia que desgastara a antecessora. A política pertence ao presidente, está definida e as razões de Minc, por mais corretas e meritórias, não se sobrepõem aos interesses em jogo no exercício do poder. As regras estão postas, obedecem à dinâmica do chefe. Do ministro o governo espera que se atenha ao papel para o qual foi escalado e seja um bom figurante", coluna de Dora Kramer.
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OESP, 3/6
Até que enfim a pressão está aumentando, tem que mudar de postura né, BNDES? Tomara que não seja greenwashing
O BNDES quer incentivar investimentos ambientalmente sustentáveis e melhorar a capacidade de análise de sustentabilidade ambiental de projetos. "Vamos investir em empresas que compensem emissão de carbono, vamos fazer um fundo de saneamento e espero que também um fundo de florestas", disse Sérgio Weguelin, superintendente da nova área de Meio Ambiente da instituição. Criada em março, conta com quatro departamentos. "Se tudo der certo, seremos o maior fundo do mundo. O fundo poderá desembolsar US$ 2 bilhões por ano", disse Weguelin.
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FSP, 2/6
Pois é, parece que estão tentando botar ordem na casa. Resta saber se a indenização será paga
O Ministério Público Federal no Pará ajuizou ontem um pacote de ações pedindo uma indenização total de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram gado criados em fazendas desmatadas ilegalmente. São 21 ações civis públicas, cada uma se refere a uma área diferente, a maior parte no sudeste do Estado. Juntas, têm 157,1 mil hectares de mata derrubada sem autorização. Nove são da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao grupo Opportunity. O frigorífico Bertin também é processado, assim como ao menos outros dez. O órgão recomendou a 69 empresas, clientes dos frigoríficos, que parem de comercializar com eles. Dentre elas, estão: Pão de Açúcar, Wal-Mart, Carrefour. A Perdigão também foi apontada como compradora. O Ministério Público quer que elas passem a dizer, nos rótulos dos produtos vendidos, que eles foram feitos a partir de bois da Amazônia.
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OESP, 2/6
1+1=2. Está mais do que na hora da causa número 1 de destruição da linda Amazônia ser exaustivamente discutida por todos os setores da sociedade
O Greenpeace acusou ontem o governo brasileiro de financiar e lucrar com o desmatamento da Amazônia. O BNDES é sócio de empresas frigoríficas que, segundo a ONG, têm como fornecedores fazendas que derrubaram floresta recentemente. Entre 2007 e 2009, as cinco maiores empresas do setor, responsáveis por mais da metade das exportações brasileiras de carne, receberam US$ 2,6 bilhões do BNDES em troca de ações. O banco tem 27% de participação na Bertin; 14% na Marfrig e 14% da JBS-Friboi, os três maiores frigoríficos. Em nota, a Bertin afirma que "todos os seus fornecedores são legais". O Greenpeace comparou o desenho das fazendas com dados de satélite de desmatamento recente. Mais de cem foram multados desde 2006. Segundo a ONG, pelo menos uma fazenda que forneceu carne a frigoríficos está instalada ilegalmente na Terra Indígena Apyterewa, no Pará.
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OESP, 2/6
O Minc está me surpreendendo
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu ontem à divulgação do relatório do Greenpeace. Ele ressaltou que o BNDES não financiará frigoríficos que comprem carne de pecuaristas que estão desmatando ilegalmente. Minc apontou que os pecuaristas foram os únicos a não firmar um acordo com o ministério, ao contrário dos produtores de soja, madeira e minério. "Temos uma lista de 105 frigoríficos e dos fornecedores de cada um deles. Vamos ver um por um. O frigorífico é corresponsável por crimes cometidos por fornecedores. Quem comprar carne ilegal não receberá recursos do BNDES".
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OESP, 2/6
Pode ter certeza que o governo brasileiro entrou em alerta por causa do que saiu da boca do ex-presidente americano
"Convidado de honra do Ethanol Summit 2009, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton disse que o Brasil ainda precisa provar para o mundo que é capaz de produzir combustível renovável de forma sustentável. "Se o mundo resolver importar mais etanol poderemos aumentar a devastação da Amazônia", disse Clinton. Ele destacou que 75% da emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa no Brasil decorre da agricultura e do desmatamento - número que coloca o País em oitavo lugar no ranking de emissões, ao lado de China e Índia. "Se a importação de etanol aumentar, o País terá de elevar o plantio da cana em áreas de pastagem, o que vai empurrar a soja e o gado para a Amazônia".
Save the planet!

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